O Dunkerque, equipa da Ligue 2 orientada pelo português Luís Castro, continua a fazer história na Taça de França. Ao vencer (3-2) no reduto do primodivisionário Brest, com uma reviravolta impressionante, apurou-se para as meias-finais, igualando assim o melhor registo do clube... 96 anos depois – em 1929, a equipa caiu precisamente nas ‘meias’.

Com Luís Castro no leme ,o Dunkerque foi mais uma vez o tomba-gigantes, depois de ter eliminado o Lille nos oitavos de final. Desta vez bateu o Brest – outra equipa que disputou a Liga dos Campeões esta época –, que até começou na frente, chegando aos 2-0, com um dos golos a ser apontado pelo português Mathias Pereira Lage.

Numa altura em que parecia não haver nada a fazer, os visitantes – o português Diogo Queirós não saiu do banco – reduziram por Sasso (ex-Boavista), aos 65’, na sequência de um canto. Opa Sanganté, central guineense que saltou do banco, empatou a partida aos 80’, uma vez mais num canto. E, quatro minutos depois, Sanganté bisou e consumou uma reviravolta impressionante, que reforça o excelente trabalho do técnico português.

"A equipa merece pela segunda parte que fez. Disse aos jogadores que eram capazes de virar o jogo. São jogadores que nunca desistem e que respeitam sempre a nossa forma de jogar. Mesmo em desvantagem, a equipa continua a acreditar no nosso trabalho e isso deixa-me muito orgulhoso como treinador", salientou Luís Castro no final.