
A forte subida do lucro das 'águias' é justificada, sobretudo, pelo impacto positivo do resultado obtido com alienações de direitos de atletas, que cresceu quase 50%, de 60,5 ME para 90,3 ME, de acordo com o Relatório e Contas enviado pela sociedade anónima à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
As principais operações foram as transferências do internacional português João Neves para o Paris Saint-Germain (59,9 ME fixos e 10 ME em bónus), e dos brasileiros Marcos Leonardo, para o Al Hilal (40 ME), David Neres, para o Nápoles (28 ME e 2 ME), e Morato, para o Nottingham Forest (11 ME e 6 ME).
Os rendimentos totais ascenderam a 214,3 ME, um aumento de 19% e o segundo melhor registo alcançado num primeiro semestre, apenas abaixo do registado na época 2019/20 (antes da pandemia de covid-19).
Já os rendimentos operacionais, excluindo transações de direitos de atletas, foram de 105,7 ME, englobando 'apenas' 39,7 ME de prémios da UEFA devido à participação na Liga dos Campeões.
Do 'bolo' total de 71,8 ME que os 'encarnados' encaixaram até ao momento por alcançarem os oitavos de final da prova 'milionária', 32,1 ME vão ser reconhecidos já nas contas do segundo semestre.
Os gastos operacionais atingiram os 142,9 ME, um acréscimo de 3%, com os gastos com pessoal a situarem-se nos 71,2 ME, mais 14% em termos homólogos, destacando-se a verba superior a 10 ME em indemnizações a equipa técnica e jogadores, explicada pelo 'efeito' Roger Schmidt, treinador alemão que recebeu 8,7 ME pela rescisão com o clube da Luz.
Sem indemnizações, os gastos com pessoal teriam sido de 57,5MEuro (uma queda de 2% em base recorrente).
O ativo da Benfica SAD cresceu 5% para 594,5 ME, enquanto o passivo desceu 2% para 472,3 ME.
Quanto à dívida líquida houve um recuo de 2,8%, face a dezembro de 2023, para 196,1 ME.
Nota ainda para o aumento homólogo de 50% do capital próprio, para 122,8 ME, justificado pelo lucro superior a 40 ME obtido no período sob análise (julho a dezembro de 2024), permitindo que o capital próprio volte a superar o montante do capital social da SAD do Benfica (115 ME).
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