A Amazon terá apresentado uma oferta de última hora para adquirir o Tik Tok,noticia o "The New York Times", citando três pessoas familiarizadas com a proposta. Fontes deste jornal norte-americano confirmaram que a oferta foi dirigida, por carta, ao vice-presidente JD Vance e ao secretário do Comércio Howard Lutnick. Esta informação surge a dias do limite temporal imposto para a popular aplicação de vídeo se distanciar do seu proprietário chinês ou, caso isso não ocorra, ser proibida nos EUA.

A oferta da Amazon é o resultado de 11 horas de discussões em Washington sobre a propriedade da TikTok, em que os legisladores de ambos os partidos expressaram profundas preocupações com a segurança nacional sobre a propriedade chinesa da aplicação. Em 2024, foi aprovada uma lei visando forçar a venda do TikTok e que deveria ter entrado em vigor em janeiro.

Donald Trump adiou a entrada em vigor dessa lei até ao próximo sábado, 5 de abril, mesmo depois de confirmada por unanimidade pelo Supremo Tribunal. O presidente norte-americano, quem exprimiu repetidas vezes a intenção de salvar o TikTok, tem na agenda desta quarta-feira uma reunião com altos funcionários da Casa Branca para discutir o seu destino.

Segundo o mesmo jornal, em cima da mesa existe um acordo que envolve a contratação de novos investidores americanos, incluindo o gigante tecnológico Oracle, que será aquele que está melhor posicionado para ser aceite e se uniu a investidores como o Susquehanna International Group e a General Atlantic. Tudo para evitar "uma venda formal".

A Amazon já tinha tentado criar o Inspire, uma espécie de 'clone' do TikTok, mas foi considerada um fracasso para atrair compradores. A empresa retirou-o da aplicação este ano.

Nem a Amazon, nem o Tik Tok acederam a comentar esta informação.