
"Esta última ronda de negociações diretas e indiretas durou mais de quatro horas. Ainda há muito a fazer, mas houve mais progressos rumo a um acordo", disse um alto responsável à imprensa sob a condição de anonimato.
A mesma fonte considerou as discussões de hoje "positivas e construtivas" e indicou que foi acordada uma nova reunião em breve na Europa.
Pelo Irão, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, afirmou que "ainda há diferenças" e enfatizou que continua cauteloso em relação às negociações.
Segundo o representante do Irão, a reunião de hoje foi mais séria do que as duas anteriores, realizadas em Roma e Mascate, adiantando que já foram discutidos detalhes e aspetos técnicos.
Embora tenha referido as divergências, Araqchi manifestou também satisfação com as negociações e a celeridade das mesmas e disse apreciar a disponibilidade de ambas as partes para chegar a um acordo.
"Estamos esperançosos mas com cautela", afirmou.
Do lado norte-americano, a delegação foi liderada por Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente.
Além dos representantes políticos máximos, as rondas negociais contam com a presença de especialistas técnicos (das áreas de sanções, questões bancárias e área nuclear).
Teerão e Washington não mantêm relações diplomáticas desde 1980, sendo estas conversações as primeiras a este nível desde que os Estados Unidos se retiraram, em 2018, durante a primeira presidência de Donald Trump, de um acordo internacional assinado três anos antes e que enquadrava o programa nuclear do Irão em troca do levantamento das sanções.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente lançar ataques aéreos contra o programa nuclear se um acordo não for alcançado.
Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, e Israel suspeitam que o Irão pretende adquirir armas nucleares. Teerão rejeita estas alegações, defendendo o seu direito à energia nuclear para fins civis, nomeadamente energéticos.
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