O deputado eleito pela Iniciativa Liberal, Gonçalo Maia Camelo, também já reagiu à constituição do XVII Governo Regional da Madeira, apelando à serenidade no debate político e defendendo que o foco deve estar no trabalho a desenvolver pelos novos secretários regionais — e não em julgamentos pessoais antecipados. Um recado para dentro do partido.

“As nomeações trazem algumas surpresas, sobretudo porque há nomes sem experiência governativa. Mas isso, em si, não é um problema. Se todos tivessem de ter experiência prévia, nunca haveria lugar à renovação”, sublinhou Gonçalo Maia Camelo. O deputado liberal deixou claro que é essencial dar espaço ao novo executivo para mostrar resultados: “Neste momento, o que devemos fazer é permitir que as pessoas comecem a trabalhar e avaliá-las pelos resultados e impacto que tiverem na governação.”

Esta posição contrasta com a postura do ex-deputado da Iniciativa Liberal, Nuno Morna, que foi particularmente crítico na sua página de Facebook, em especial em relação à nova secretária regional da Saúde, Micaela Freitas. Questionado directamente sobre essas declarações, Gonçalo Maia Camelo afastou-se da linha do seu antecessor: “Não vou fazer ataques pessoais, nem julgamentos com base no nome ou no passado das pessoas. Não foi para isso que fui eleito. O que me cabe é analisar o trabalho desenvolvido e, depois, retirar as conclusões que forem necessárias.”

O deputado liberal reconhece que há áreas mais sensíveis — como a saúde e a protecção civil — e diz estar atento às decisões que serão tomadas, mas insiste na importância de um escrutínio construtivo: “É essencial mantermos o foco na política pública, nas medidas concretas e nos resultados, em vez de nos deixarmos levar por ataques que não contribuem para o debate nem para a solução dos problemas da Região.”

Gonçalo Maia Camelo terminou deixando ainda um alerta quanto a algumas propostas anteriormente defendidas pelo CDS, agora com peso na composição do novo Governo: “Se algumas das medidas do CDS forem mesmo implementadas — e algumas delas são, a meu ver, desajustadas — temo que a economia regional possa não beneficiar. Mas repito: é cedo para julgar. Primeiro, é preciso ver o que será realmente feito.”

Com esta postura, Gonçalo Maia Camelo marca um tom mais institucional e ponderado no arranque do novo ciclo político na Madeira, procurando recentrar o papel da Iniciativa Liberal no debate político enquanto força fiscalizadora, mas responsável.