O PS garante que vai apresentar, na Assembleia Legislativa da Madeira, medidas "estruturantes e diferenciadoras" para o combate à pobreza. Os socialistas apontam, por exemplo, a gratuitidade das creches, o apoio às propinas, os programas de apoio à habitação e o aumento do Complemento Regional para Idosos como prioridades.

Numa conferência de imprensa, hoje, que teve como porta-voz Marta Freitas, o partido criticou os sucessivos governos regionais por não terem sido capazes de fazer com que a Madeira saísse do topo das regiões com a maior taxa de risco de pobreza e exclusão social.

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“Tem havido é um reforço das políticas assistencialistas, mas é preciso apostar em políticas que sejam de capacitação, para reverter todo este ciclo de pobreza”, afirmou a deputada, que se mostrou igualmente preocupada com a burocracia exigida, que considera dificultar o acesso à protecção social.

Além da taxa de risco de pobreza e exclusão social propriamente dita, Marta Freitas apontou também o facto de a Madeira ter uma taxa superior à nacional no que se refere aos jovens que não trabalham nem estudam, bem como de haver um aumento do trabalho não qualificado.

“Temos um PIB de ricos e uma terra de pobres. Esta situação não pode continuar e é preciso discutir medidas que possam fazer a diferença na vida das pessoas”, sublinhou. Marta Freitas considera que o PSD, ao longo dos últimos anos, teve estabilidade suficiente para implementar medidas estruturantes e a longo prazo.

Marta Freitas não deixou também de se referir ao facto de a nova secretária regional da Inclusão, Trabalho e Juventude rejeitar a realidade da pobreza na Região, já que considerou que “a pobreza é uma miséria de cabeça”. A deputada reforçou ainda que aquilo de que a Madeira precisa não é de políticas de assistencialismo e de caridade, mas sim de políticas de longo prazo e estruturantes que permitam reverter os ciclos de pobreza.