
André Villas-Boas assumiu que Francisco Conceição pode vir a regressar ao FC Porto. O presidente dos dragões falou do futuro de vários jogadores.
André Villas-Boas garantiu que Francisco Conceição pode vir a regressar ao FC Porto. O presidente dos dragões falou da situação do avançado português, que está emprestado à Juventus:
«Tivemos conversas muito informais com a Juventus no mercado de janeiro, nas quais não nos deram nenhuma clara indicação. A Juventus passou agora por uma mudança de treinador e não sei que impacto terá no Chico. Obrigatoriamente volta, porque não há uma opção de compra. O Chico é um jogador do FC Porto, um jogador à FC Porto, que muita falta nos fez em determinados momentos da época. É um jogador com uma qualidade extraordinária. Resolvido, de certa forma, o problema pai em relação ao Vítor Bruno, tem todas as condições de voltar ao FC Porto. Gosta do FC Porto e renderá por nós, seguramente. Agora, tem um contrato específico na sua cláusula, que baixa em determinados momentos do mercado e não sei se a Juventus acionará essa cláusula. É um jogador de valor e o FC Porto, reconhecendo isso, não o negociará por baixo», afirmou em entrevista ao jornal O Jogo.
O presidente do FC Porto fez ainda um ponto de situação em relação aos emprestados Nehuén Pérez, Tiago Djaló e Fábio Vieira:
«Fazem parte das discussões que temos tido com o Martín [Anselmi], neste momento não posso pronunciar-me porque a época está em curso e há que transmitir tranquilidade à equipa. O Fábio é um homem da casa, que será sempre recebido de braços abertos, conhece como ninguém estes cantos, foi por isso que o trouxemos e encontra-se agora num momento único e reconhecido por todos como um jogador mais em forma. Com base nisso, as razões que levaram o Arsenal a vir buscá-lo por 35 milhões, podem ser as mesmas que levem o Arsenal a continuar a acreditar nele e nós o perdermos. No caso do Fábio, não temos opção de compra, no caso do Neuhén temos uma opção de ativar essa compra e estamos muito interessados em fazê-lo. No caso do Tiago [Djaló], não temos essa opção, portanto, tudo faria parte de uma negociação, mas aí entramos no campo da organização do plantel por parte do treinador e vamos deixá-lo para o final da época».
André Villas-Boas admitiu também que está a trabalhar na renovação de Rodrigo Mora:
«Felizmente não e estamos em discussão para a sua renovação. Neste momento, tem uma cláusula que toca os 67 M€, portanto acho que estamos a salvo. Faz 18 anos em maio, o que nos permitirá renovar com uma cláusula superior e garantir que permanece. Nada nos poderia dar mais alegrias este ano do que a sua explosão. Muito mérito do Vítor Bruno e do Anselmi. Mérito também do Rodrigo, que se tem mantido sério, concentrado e com muito FC Porto à mistura. [Cláusula de rescisão?] Para um que nos defenda dos grandes tubarões europeus, sendo que obviamente será impossível alguém pagar 80 a 100 M€ porque ninguém tem liquidez, além dos aspetos fiscais relacionados com pagamentos de cláusulas».
André Villas-Boas falou ainda de Diogo Costa e da importância do guarda-redes dos azuis e brancos:
«Se queremos crescer em qualidade e ambicionar o título, temos de manter a qualidade. Como ficou provado em toda a sua história no FC Porto e na Seleção, o Diogo é uma peça fundamental para nós. É claro que estamos vulneráveis a tudo o que são os diferentes “players” de mercado, com outra capacidade financeira. No futebol atual europeu, com a riqueza que está associada aos grandes clubes da Premier League, da Bundesliga, de Itália ou do fundo catari, a realidade é que não são só os plantéis que estão ameaçados, também as estruturas. Podemos perder vários quadros entre plantéis e funcionários».
André Villas-Boas falou também do despedimento de Vítor Bruno e da contratação de Martín Anselmi.