O Benfica venceu esta sexta-feira o Gil Vicente em Barcelos, por 3-0, e 'colou-se' ao Sporting na liderança da Liga Betclic. No final da partida, Bruno Lage considerou o resultado "justo" e mostrou-se aliviado por ter ultrapassado "mais uma final".

"É um resultado justo. Foi uma entrada boa, controlámos o jogo, criámos várias oportunidades e penso que o resultado nos fica muito bem. Sabíamos da importância do jogo, de começar bem o ciclo pós-interrupção para as seleções, entrar com uma boa exibição e um bom resultado. E foi mais uma final que ultrapassámos", começou por analisar, em declarações à Sport TV.

Benfica está a jogar bem. A equipa está confiante?

"É o que tenho dito ao longo dos tempos. Tínhamos de encontrar esta consistência, que tinha de vir com tempo de treino, repetições, dinâmicas. E depois é aquilo a que assisti hoje. Falámos ontem sobre isso. Fomos equipa, fomos família, fomos tropa. Dentro e fora de campo. Foi um apoio fantástico e permitiu à equipa estar sempre tranquila e criar oportunidades. Estamos felizes. Independentemente de quem jogue, temos de exigir isto aos jogadores".

Troca entre Belotti e Pavlidis...

"Optámos por jogar com os que permaneceram connosco, porque fizeram duas semanas de treino muito boas. E acho que acertámos nessa decisão. Bruma, Belotti e Amdouni estiveram muito bem e o meio-campo tem sido o habitual. É isso que pretendemos. Independentemente de quem jogue, tirar as dinâmicas necessárias. O Gil Vicente é uma equipa interessante a jogar, joga em sistemas diferentes a defender e atacar, e nós tínhamos de perceber bem esse posicionamento para depois criar as oportunidades. E, curiosamente, o primeiro golo nasce do lado estratégico e, claro, do talento dos jogadores".

Tomás Araújo é mais uma preocupação.

"Temos de dar continuidade à recuperação do Tomás. Não é nada de grave, mas temos de ter alguns cuidados".

Tem usado a expressão 'tropa'. Otamendi é o general?

"É o capitão, general não. Está num momento muito bom e é um exemplo. Com 37 anos, a forma como treina, se prepara, e depois joga. Temos de nos agarrar a isso. Sentimos que estamos muito fortes, unidos. Toda a gente está, não só o Nico. Não leve a mal repetir-me, mas o sentimento de família, de estarmos juntos, de jogarmos em equipa... E depois a tropa, de estarmos juntos, irmos à guerra. Vão ser várias finais e temos de ter esta mentalidade".

Reta final do Benfica é bastante difícil. Agora que está resolvido o jogo em atraso, era importante acertar o calendário?

"Claro que sim. Nunca é bom ter jogos em atraso porque olhamos para a tabela e vemos a diferença de pontos. Já andámos assim várias semanas quando foi o Nacional, agora este... Mas enfim, o mais importante é que a equipa soube sempre dar resposta. Chegámos a entrar em campo a 11 pontos do adversário e a equipa entrou sempre calma. O mais importante é percebermos o momento em que estamos e, no jogo, comprovar isso".