
O Gil Vicente vai receber, pelas 15h30 deste domingo, o Moreirense, para a 28.ª ronda do campeonato. Em antevisão à partida, o técnico dos gilistas, César Peixoto, destacou o regresso aos triunfos frente ao Boavista (3-1), realçando que é "sempre mais fácil trabalhar sobre vitórias" e, apesar do pouco tempo para preparar o encontro com os cónegos, afirmou que o grupo está "recuperado".
Neste sentido, apesar do AVS SAD, adversário direto na luta pela permanência ter sido derrotado pelo Estoril na jornada, o antigo internacional lembrou que o Gil Vicente só depende "de si mesmo" para ficar na 1.ª Liga. "Eu quero que os jogadores se foquem no nosso trabalho, que ganhem os nossos jogos e façam os nossos pontos. Não vou esconder que é importante que os nossos adversários percam jogos, mas o nosso foco tem de ser em fazer bem as coisas. Se assim for, pontualmente dependemos só de nós. Se nós não fizermos bem as coisas, não nos vai adiantar de nada", frisou o treinador, de 44 anos, salientando que é "necessário manter" algumas propriedades do jogo com o Boavista: "Queremos uma equipa intensa, para a qualidade vir ao de cima, como tivemos, queremos um nível intenso, com agressividade e com alma. Se não fizermos bem o nosso trabalho, não adianta que os outros percam."
Voltar a vencer em casa é ainda mais importante? "É sempre importante vencer. Acabámos por regressar às vitórias fora, mas acho que gostava de ter a primeira em casa, é importante sermos fortes dentro de portas. As equipas têm meio caminho para atingir o objetivo caso vençam em casa. No dois últimos jogos que fizemos aqui acabámos por não ser felizes. Com o Benfica perdemos bem, mas com o Santa Clara o resultado justo seria o empate. Agora, vamos ter um adversário competitivo que, por exemplo, nas bolas paradas faz imensos bloqueios e é importante contrariar isso. São agressivos, fortes fisicamente e vão tentar complicar-nos a vida. Temos de proporcionar dificuldades, queremos que a nossa casa seja uma fortaleza e que os adversários que vêm cá saibam como é lutar contra uma equipa forte que, em casa, é difícil de bater."
É uma vantagem conhecer bem os jogadores do Moreirense? "Não diria uma vantagem, tive todo o gosto de ser treinador deles. São uma boa equipa, a realizar um bom campeonato, mas as dinâmicas mudam e o treinador é diferente. É certo que haverá coisas iguais, mas é impossível saber-se tudo, por isso há sempre coisas diferentes. Uma vantagem é conhecer as personalidades e as caraterísticas dos jogadores, mas depois não sei o que o treinador, o Cristiano Bacci, vai preparar em função da minha atual equipa."
No final do jogo com o Boavista, deu a entender que a ausência do Félix Correia foi mais do que uma opção técnica. "Não. O que eu disse é que foi uma opção deixar o jogador fora da convocatória], assim como o Josué. O Tidjany [Touré] estava a fazer um jogo bom ofensivamente e defensivamente, muito comprometido com a equipa e gostei muito do jogo dele. Infelizmente foi expulso, e eu percebo o primeiro amarelo. Já o segundo, não entendo da mesma forma. O importante é as pessoas perceberem isto: não há nenhum caso com o Félix [Correia], foi uma opção. Sou sempre genuíno, digo sempre o que acho e não tenho problema absolutamente nenhum com qualquer jogador. Achei que, neste momento, devia dar oportunidade a outros jogadores e foi o que aconteceu. Felizmente vencemos e o importante para mim, é a equipa, nada mais."
Félix Correia? Foi uma opção. Achei que, neste momento, devida dar oportunidade a outros jogadores
César Peixoto
Treinador do Gil Vicente
Houve um clique da equipa com a vitória? "Espero que sim, é natural as equipas não terem confiança quando perdem há algum tempo, não é só no Gil Vicente. Agora, não vai ser, de repente, a equipa mais confiante do mundo, temos de dar consistência ao trabalho, percebemos o que temos que ser, sobretudo, como equipa. Unida, junta e agressiva, a ganhar as suas bolas e a fazer faltas quanto tem de ser. Tem de lutar pelos lances como se fosse sempre o últimos e, só assim, vencerá. A qualidade existe, como eu já disse, e depois ela vem ao de cima. Temos que abordar os jogos com organização, atitude e competitividade."