
A SAD do FC Porto comunicou esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que José Pedro Faria Pereira da Costa, Chief Financial Officer (CFO) do clube, comprou 30 mil euros em obrigações da SAD do emblema azul e branco. O homem forte das finanças do FC Porto subscreveu 6 mil obrigações com o valor nominal de 5 euros cada.
"Nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 29.º-R do Código dos Valores Mobiliários, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD informa que recebeu de José Pedro Faria Pereira da Costa, membro do Conselho de Administração desta Sociedade, a seguinte comunicação de transação de Obrigações FC Porto Futebol SAD 2025-2028:
Nos termos e para os efeitos do disposto no Regulamento de Execução (EU) n.º 2016/523 da Comissão de 10 de março de 2016, que estabelece as normas técnicas de execução no respeitante ao formato e modelo de comunicação e divulgação pública das operações de dirigentes, em conformidade com o Regulamento (EU) nº 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, encontra-se em Anexo o formulário de notificação e divulgação pública das transações efetuadas sobre as obrigações da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD, elaborado de acordo com o referido Regulamento de Execução", pode ler-se no comunicado hoje emitido pela SAD do FC Porto à CMVM.
O instrumento financeiro intitulado 'FC Porto SAD 2025-2028' destina-se ao público e aos subscritores do empréstimo obrigacionista 'FC Porto SAD 2022-2025'. A 13 de março, há sensivelmente um mês, os dragões informaram que a nova emissão de obrigações teria uma taxa de juro fixa de 5,50 por cento ao ano e um montante inicial de 30 milhões de euros - montante que já subiu para os 50 milhões de euros. Nesse mesmo dia, o administrador financeiro assumiu que o novo empréstimo obrigacionista do clube seria "mais um passo na construção do futuro do FC Porto".
"Trata-se de mais um empréstimo obrigacionista que se insere totalmente na nossa estratégia de financiamento do FC Porto e passa por termos, essencialmente, a nossa dívida financeira assente em empréstimos obrigacionistas de retalho como este que estamos agora a lançar e o empréstimo obrigacionista de longo prazo que foi lançado em novembro do ano passado, a Dragon Notes, de 115 milhões. A prazo, gostaríamos de ter a totalidade da nossa dívida financeira em empréstimos obrigacionistas de retalho como este último e o empréstimo obrigacionista de longo prazo, portanto uma dívida financeira total à volta de 200 milhões de euros. O empréstimo que estamos a lançar agora destina-se a refinanciar um empréstimo existente de 50 milhões que vence agora em abril de 2025. Nós vamos lançar este empréstimo com um montante de 30 milhões, mas, obviamente, dependendo da procura, podemos vir a aumentar o montante até ao limite máximo de 50 milhões. Não queremos ultrapassar o montante do empréstimo que vence agora, mas, obviamente, gostaríamos de o refinanciar na totalidade", disse, na altura, Pereira da Costa, em declarações ao site oficial do FC Porto.