O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) critica a reação lenta do Governo às novas tarifas anunciadas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao contrário do que já fez Espanha.

Em entrevista à Rádio Renascença, João Vieira Lopes afirma que “em Portugal as coisas fazem-se, mas com pouca pressa”, lembrando que esta guerra comercial terá impacto nas empresas exportadoras e na economia nacional e deverá afetar os preços, os salários e o emprego.

O presidente da CCP diz ainda que o Governo da AD andou em “campanha eleitoral permanente” e pouco avançou nas medidas prometidas. Recorda a promessa do choque fiscal e a aproximação às empresas, que acabaram por não se concretizar, em grande medida, reconhece, devido à quadratura parlamentar. E volta a criticar o executivo por, pela primeira vez em democracia, ter deixado o comércio e os serviços sem um Ministério ou Secretaria de Estado.

Na imigração, questão essencial para os empresários que procuram mão-de-obra, Vieira Lopes admite que o acordo agora anunciado não resolve, mas é “positivo” e “razoável”.