O grupo aéreo, que é um dos três grandes europeus interessados na compra da TAP, reportou receitas de 32.100 milhões de euros, mais 9% do que no ano anterior, mas ainda não atingiu o seu máximo histórico de lucros de 2.897 milhões em 2018.

Adicionalmente, o IAG anunciou o pagamento de um dividendo complementar de seis cêntimos por ação, o que, somando ao dividendo já pago em setembro, ascende a nove cêntimos e significa alocar 435 milhões de euros para remunerar os acionistas.

O grupo anunciou também um programa de recompra de ações no valor máximo de 1.000 milhões de euros nos próximos 12 meses, além do programa de 350 milhões de euros encerrado hoje, refletindo a intenção do grupo de devolver o excesso de capital aos acionistas.

De acordo com a apresentação enviada ao supervisor do mercado, os bons resultados foram suportados por uma procura "sólida e sustentada" de viagens, tanto em 2024 como em 2025, especialmente nos seus principais mercados, América e Europa.

As receitas de passageiros totalizaram 28.274 milhões, mais 9,5%, e o fator de ocupação situou-se em 86,5%, mais 1,2 pontos que no ano anterior.

O resultado operacional da IAG foi de 4.283 milhões de euros, um aumento de 22,1% face a 2023, e a margem operacional (antes de itens excecionais) aumentou quase dois pontos, para 13,8%.

O grupo reduziu a sua dívida líquida em 1.728 milhões de euros, para 7.517 milhões, e, no final do ano, tinha uma liquidez de 13.362 milhões, mais 1.738 milhões do que em 2023.

Para este ano, está previsto um investimento de 3.700 milhões de euros, dependendo das entregas de aviões, após ter gasto 2.035 milhões de euros em aeronaves em 2024, com a entrega de 19 novas.

O IAG destacou a sua eficiência operacional melhorada, com um ganho de 12,3 pontos percentuais em pontualidade na British Airways e de 6,9 pontos na Aer Lingus, e sublinhou que a Iberia e a Vueling continuam a ser duas das companhias aéreas mais pontuais do mundo.

MPE // EA

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