Para lá da sua presença diária na antena da SIC, Júlia Pinheiro tem-se revelado em muitas outras facetas profissionais, quer seja no teatro, onde esta com nova peça, quer seja na área dos podcasts, onde já vai na segunda temporada da série 'Menos-Pausa', sobre a menopausa.

Para além disso, a apresentadora faz por marcar presença em diversos tipos de eventos e, recentemente, foi um dos rostos a ter participado numa conferência aberta na Universidade Nova de Lisboa, onde se debateram assuntos relacionados com a saúde e bem-estar.

No seu discurso que durou apenas 5 minutos, conta a revista 'Nova Gente', a comunicadora, de 62 anos, acabou por confessar que, apesar de ter encontrado "alguns momentos de grande felicidade", em especial em relação à sua longa atividade profissional, ainda não conseguiu atingir a "satisfação plena".

"(...) Devo dizer que eu não estou nos 10% das mulheres inteiramente felizes", adiantou desde logo, à base de um estudo sobre o Índice de Bem-Estar Subjetivo, e apresentou as suas razões.

"Que tipo de vulcão sexual és tu?" - Júlia Pinheiro responde a pergunta indiscreta e faz confissão sobre o marido


"Felicidade é sentirmo-nos bem em frente ao espelho. Acho que há um gap [lacuna] entre aquilo que é a procura das minhas necessidades de gratificação e aquilo que eu consigo atingir efetivamente. E esse gap é sempre feito e comentado em esforço".

E, para dar um exemplo concreto, a apresentadora recorreu à sua experiência com o marido, Rui Pêgo, com quem está casada há quase 40 anos.

"Podemos ter parceiros de vida extraordinários, mas ainda assim... Eu tenho um marido fantástico, que teve uma mãe tradicional, uma dona de casa tradicional, que tinha sempre a porta aberta. Ia lá [a casa] sempre gente a almoçar e jantar. O meu marido percebe perfeitamente que eu não sou essa mulher. Não sou igual à mãe dele", disse. "Mas sempre que entra alguém pela porta dentro, ele até fica um bocadinho enxofrado e dececionado se eu não tenho imediatamente uma refeição de cinco pratos, quatro acompanhamentos e duas sobremesas", ironizou, segundo a 'Nova Gente'.

"Ele não diz, mas isto tem que ver com esforço, isto tem que ver com a culpa, e depois tem que ver com todos os esterótipos que enfiámos na nossa cabeça ao longo dos anos, e que continuam a ser reproduzidos, às vezes de forma subliminar", alertou, ainda assim.