A campanha do candidato presidencial republicano Donald Trump anunciou terça-feira que mantém a defesa da posse de armas, depois da tentativa de assassínio do ex-presidente, durante um comício.
A posição foi reafirmada por Chris LaCivita, um dos principais assessores de Trump, durante uma reunião com a organização pró-armas USCCA, durante a convenção republicana realizada em Milwaukee, no Estado do Wisconsin.
O assessor assegurou que Trump "é um grande defensor" da Segunda Emenda da Constituição, que consagra o direito à posse de armas, e acusou o atual presidente, o democrata Joe Biden, de o querer erradicar.
"Para nós, é importante permitir aos cidadãos ter armas e transportá-las para se protegerem a si e às suas famílias", disse LaCivita, que adiantou que ele próprio costuma andar armado quando não viaja com Trump, a quem chama "O Chefe".
Para os republicanos, garantiu, é importante passar a mensagem de que querem "fazer que os EUA sejam seguros de novo", depois de quatro anos de governo de Joe Biden, que, na sua opinião, causou o "caos".
Trump foi vítima de uma tentativa de assassínio no sábado durante um comício em Butler, no Estado da Pensilvânia, onde um jovem de 20 anos o alvejou com uma espingarda AR-15.
Biden tem solicitado ao Congresso, de forma insistente, que estas armas sejam proibidas.
A AR-15 está envolvida nos tiroteios mais mortíferos dos EUA, incluindo massacres em escolas.