A PSP continuava esta terça-feira de manhã a acompanhar a situação no bairro do Zambujal, na Amadora, onde residia o homem que foi baleado pela PSP e no qual ocorreram desacatos.

Na segunda-feira à noite, pelo menos 30 pessoas causaram distúrbios no bairro do Zambujal da freguesia de Alfragide, concelho da Amadora, no distrito de Lisboa, onde morava o homem de 43 anos que na madrugada do mesmo dia foi baleado pela PSP na Cova da Moura.

Entre os desacatos estão vários focos de incêndio, nomeadamente em caixotes do lixo, paragens de autocarro destruídas, um autocarro apedrejado e muita gente na rua.

Esta manhã decorrem também os trabalhos de limpeza no bairro. A PSP garante que durante o dia vai haver um reforço de meios no local e apela à calma da população.

Na segunda-feira à noite, a subcomissária Ana Ricardo já tinha dito que a PSP ia manter um reforço de meios no bairro para garantir a segurança.

A comissária da PSP referiu ainda que esta força se deslocou ao bairro devido a diversos focos de incêndio e para repor a ordem pública.

Enquanto os elementos da PSP davam apoio aos bombeiros foram alvo do arremesso de garrafas e pedras, que levou a um reforço de meios.

As equipas de intervenção rápida e do corpo de intervenção da PSP entraram depois no bairro do Zambujal, na Amadora, pelas 22:30 de segunda-feira.

PSP diz que homem resistiu à detenção e tentou agredir agentes com arma branca

A PSP tinha referido em comunicado que um homem em fuga morreu após ser baleado pela polícia na Cova da Moura, quando tentava resistir à detenção e agredir os agentes com uma arma branca.

Segundo aquela força de segurança, os agentes da PSP deram ordem de paragem a um homem de 43 anos que, ao ver a viatura policial, fugiu para o interior do bairro da Cova da Moura, tendo o condutor entrado em despiste, abalroando viaturas estacionadas e o carro em que seguia ficado imobilizado.

De acordo com a PSP, na rua principal do bairro os agentes abordaram o suspeito, que "terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca".

"Esgotados outros meios e esforços", indica a PSP, um dos polícias recorreu à arma de fogo e atingiu o homem, "em circunstâncias a apurar em sede de inquérito criminal e disciplinar".

O suspeito foi assistido no local e transportado para o Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, onde veio a morrer.

A ministra da Administração Interna determinou na segunda-feira à Inspeção-Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito "com caráter de urgente" sobre esta morte.

Além deste inquérito na IGAI, a PSP já tinha anunciado a abertura de um inquérito interno junto dos polícias e de testemunhas para apurar as circunstâncias que originaram esta ocorrência.

Com Lusa