
Consulte aqui o ranking das escolas secundárias e básicas, públicas e privadas, de acordo com as médias das notas nos exames nacionais.
Escolha o distrito, o concelho, a escola e fique a saber os resultados.
Pode também pesquisar por tipo de ensino e pelo indicador que identifica quais as escolas que ajudam os alunos mais vulneráveis. Se carregar no nome da escola encontra várias informações.
Nova primeira posição
A subida de meio valor separa as médias mais altas registadas em 2023 e no ano passado.
Com 16.4 valores, o colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, sobe na tabela e ocupa a primeira posição. Sem grandes oscilações, os colégios no norte do país voltam a liderar.
A subida de duas posições, em relação ao ano passado, coloca O Grande Colégio Universal em segundo lugar.
Já o Efanor, apesar da subida na média nas provas, desce para a terceira posição, seguindo-se o Dom Diogo de Sousa, em Braga, e os Salesianos, em Lisboa, que do décimo segundo lugar, passam para o quinto.
No ano passado, a falta de professores continuou a ser expressiva nas escolas públicas sobretudo na Região de Lisboa e Vale do Tejo e no Algarve.
Escolas públicas subiram 18 lugares
Também nas escolas secundárias públicas o norte volta a destacar-se. Tendo em conta a média de exames, e o critério da SIC e do Expresso deste ano de analisar apenas escolas secundárias com 80 ou mais provas realizadas, é possível ver uma subida de 18 lugares na tabela em comparação ao ano anterior.
Localizado no Porto, o primeiro estabelecimento público aparece na posição 26.
Com uma média de 14.24 valores, a escola artística Soares dos Reis sobe ao primeiro lugar. Subida também para a Doutor Ferreira da Silva, em Oliveira de Azeméis, que ocupa a segunda posição, seguindo-se a Tomaz Palayo, em Santo Tirso.
Também em Lisboa, o ensino artístico destaca-se, com a António Arroio em quarto lugar.
A média pouco acima dos 13 valores deu à Dona Filipa de Lencastre a quinta posição.
Critério da equidade
Outro indicador, disponibilizado pelo Ministério da Educação, é o de equidade.
Mostra a percentagem de alunos com apoio de Ação Social Escolar que concluíram os cursos científico-humanísticos do ensino secundário dentro do tempo esperado, ou seja, até três anos.
A Escola Secundária de Monção, a Dom Afonso Henriques, em Santo Tirso, e a Escola Secundária de Ponte da Barca foram as três que mais tiveram os resultados mais altos.
"Um grande equívoco"
A publicação do ranking das escolas lança sempre o debate público sobre a importância e o impacto que podem ter no funcionamento dos estabelecimentos públicos e privados.
Há quem defenda que se trata de um mecanismo de transparência e quem considere que não passa de um instrumento comercial.
Para João Costa, ex-ministro da Educação, o ranking “é vendido como um indicador sobre a qualidade das escolas, mas é, na verdade, um grande equívoco.”
João Marôco, professor universitário, lembra que “o que o termómetro dos rankings está a dizer há 20 anos é que as escolas públicas estão cada vez mais afastadas das escolas privadas em termos de classificações dos seus alunos nos exames nacionais.