Esta notícia foi recebida com grande satisfação em Cabul.

Em causa estão decisões que afetam o ministro do Interior Sirajuddin Haqqani e outros dois líderes da rede Haqqani.

Para o especialista político Wahed Faqiri, a retirada das recompensas é "principalmente simbólica", mas permite aos americanos "fortalecer a credibilidade de Sirajuddin Haqqani" como uma "alternativa" ao poder atual, que ainda não foi reconhecido por nenhum país do mundo quase quatro anos após sua instalação.

"A política dos EUA é ajustar constantemente as recompensas de captura", disse, na quarta-feira, um porta-voz do Departamento de Estado à AFP.

Sirajuddin Haqqani, Abdul Aziz Haqqani e Yahya Haqqani "são 'terroristas internacionais'" e a rede Haqqani "é uma organização terrorista", acrescentou.

A rede Haqqani, formada na década de 1970, é responsável por vários dos ataques mais mortais no Afeganistão, e Sirajuddin Haqqani é há muito tempo o homem mais procurado por Washington no país.

O fim das recompensas ocorre logo após a primeira visita de autoridades americanas ao Afeganistão desde que Donald Trump assumiu o cargo em janeiro.

Após essas discussões, um prisioneiro americano em Cabul foi libertado, um "sinal de boa vontade" para Washington, de acordo com líderes do Talibã.

 

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