"Há um progresso tangível e detalhes iniciais sobre como um contingente de segurança parceiro poderia ser mobilizado", afirmou Volodymyr Zelensky, sem adiantar mais pormenores, um dia após a visita dos chefes do Estado-Maior do Exército francês e britânico a Kiev.

Os franceses e os britânicos admitem o envio de um contingente de países europeus para a Ucrânia para formar uma "força de segurança" com o objetivo de impedir o retomar do conflito, caso seja estabelecido um acordo de cessar-fogo.

O chefe do Estado-Maior francês, Thierry Burkhard, adiantou hoje que discutiu com o seu homólogo britânico o reforço das Forças Armadas ucranianas e as "opções de garantias" a serem fornecidas "assim que o cessar-fogo for implementado".

"Juntos, queremos garantir uma paz duradoura e sólida na Ucrânia, uma condição essencial para a segurança do continente europeu", referiu o general Burkhard na rede social X.

Durante a visita a Kiev, os dois líderes militares encontraram-se com o seu homólogo ucraniano, general Oleksandr Syrsky, com o ministro da Defesa, Rustem Umerov, e com Presidente Volodymyr Zelensky.

"O tema principal (da visita) foi o envolvimento dos parceiros no estabelecimento de acordos de segurança na Ucrânia após o fim das hostilidades", avançou Rustem Umerov no Facebook.

Paris e Londres estão a trabalhar para construir uma coligação de países dispostos a influenciar as negociações iniciadas por Washington com Moscovo para pôr fim ao conflito e estabelecer "operações de garantia" para impedir a Rússia de retomar as hostilidades.

"Estamos a discutir uma presença no solo, no ar e no mar. E também a defesa aérea e algumas outras questões sensíveis", referiu o Presidente Zelensky na sexta-feira à noite, referindo-se a uma "conversa séria e construtiva" com os oficiais militares franceses e britânicos.

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