
A primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal passa pelo Estádio José Alvalade. Sporting e Rio Ave vão dar o passo inicial nesta fase da competição, depois de terem disputado os respetivos encontros na Liga Portugal Betclic.
Esta quarta-feira, Rui Borges fez a habitual conferência de imprensa de antevisão. O técnico leonino falou sobre o possível regresso de Pote à competição, recusou uma possível 'gestão' física da equipa e abordou as contratações para 2025/2026 anunciadas recentemente.
Rui Borges em discurso direto
Adversário: «É uma eliminatória a dois jogos, o foco está apenas na vitória. Queremos ganhar, serão encontros complicados. O Rio Ave, tal como nós, quer muito estar na final da Taça de Portugal, independentemente das últimas partidas. A motivação do outro lado estará em alta, vão agarrar-se a tudo para atingirem os objetivos. O adversário não pode estar mais motivado que nós. Nada vai ficar resolvido neste jogo.»
Possível gestão? «Nós queremos estar na final e, para isso, há que ultrapassar o Rio Ave. Jamais poderemos facilitar ou gerir o que quer que seja. Pode existir uma ou outra mudança, mas nunca em termos de gestão. Vamos encarar este jogo de forma muito séria.»
Pouco foco tendo em conta os próximos desafios? «Percebo a pergunta, mas não sinto isso. Se perguntar aos jogadores se querem descansar para jogarem na segunda-feira, matam-me. A equipa está focada na Taça de Portugal e, na sexta-feira, virámos o foco para o campeonato. Independentemente de jogarmos com o SC Braga e do Benfica ir ao Dragão, o campeonato será até à última.»
Reforços para 2025/2026: «[O Kochorashvili] era um jogador que estava identificado pelo clube há muito tempo. Nós, enquanto equipa técnica, já o tínhamos observado. É competitivo, tem golo, qualidade técnica, acreditamos que pode acrescentar. Existiu essa oportunidade de antecipar a sua compra, fico feliz por isso. Em janeiro, se calhar, tínhamos pagado 15 milhões... O Alisson também já o tínhamos identificado em janeiro, porém, não existiu oportunidade. É numa perspetiva de futuro, também. Chegou a Portugal recentemente, encontra-se num período de adaptação. Aconteceu tudo de forma muito rápida.»
50 jogos na temporada: «É sinal que a época está grande... Às vezes até para discursar para os jogadores fica difícil, devem estar fartos de aturar-me. É sinal que estamos em grandes competições, isso deixa-me feliz.»
Possível final com um grande, após ter estado em clubes de menor dimensão: «Estar na final da Taça tem sempre um significado diferente. Não se consegue explicar, mas toda a gente olha para a Taça de forma muito especial e eu também nunca fugi a isso. Se calhar, foi algo que me deu alguma notoriedade enquanto treinador.»
Mudança de sistema tendo em conta o regresso de vários jogadores: «Quando cheguei, adaptei-me um pouco ao momento do Sporting. Para conseguirmos insistir em algo que queremos muito, temos de ter tempo e jogadores disponíveis. Infelizmente, não tivemos nada disso. Chegou a um momento em que nos tivemos de adaptar. O sistema acaba por ser subjetivo. A nossa criação é com três centrais, mas temos defendido em 4-4-2 em determinados jogos. Nesta fase, mais do que criar desconforto, queríamos criar conforto e confiança, o grupo tem conseguido perceber isso. A ideia inicial - que me trouxe até ao Sporting - está longe.»
Pote: «É um jogador diferenciado. A paragem foi longa, encontra-se num processo de ganhar alguma forma. Vai acrescentar em diferentes momentos, seja em dez ou 90 minutos. Pode criar desequilíbrios e fazer a diferença no resultado. Acredito que vai ser importante nesta reta final.»
Biel: «Está no crescimento dele. Tem jogadores à frente que estão numa boa forma e que têm correspondido: Trincão, Quenda ou o Geny. O Biel tem de esperar pelas oportunidades. Estou muito feliz por ver que faz parte do grupo. Quando tiver essa oportunidade tem de crescer, dando seguimento ao trabalho desenvolvido.»