
A presidente executiva do Grupo Santander, Ana Botín, vai, nesta sexta-feira, defender perante os acionistas a trajetória do banco desde o início do ano, reforçando os objetivos definidos anteriormente. “No primeiro trimestre de 2025, mantivemos a tendência positiva registada nos anos anteriores, através do crescimento dos clientes, prevendo-se que as receitas se mantenham estáveis e que os custos diminuam em euros correntes face ao mesmo período do ano anterior”, reporta Botín, citada em comunicado.
O banco estima um RoTE de 15,7% para este primeiro trimestre, estando assim encaminhado para atingir o objetivo de 16,5% em 2025, defende. Também neste sentido está o rácio CET1, que a instituição conta ter alcançado 12,9% – mais 0,1 pontos percentuais do que o ano de 2024 -, ligeiramente abaixo do objetivo de 13% para este ano. A entidade sediada em Espanha almeja ainda uma receita de 62 mil milhões de euros em 2025, “com o valor dos ativos líquidos tangíveis mais o dividendo em dinheiro por ação a subir mais de 14%”, adianta. Segundo a presidente executiva, as receitas e custos estão em linha com as metas definidas e, portanto, a eficiência melhorou em cerca de 50 pontos base, o que justifica o crescimento na rentabilidade, de acordo com o banco.
A líder do banco não passa ao lado do contexto geopolítico atual nem das recentes tarifas impostas pela administração Trump. Contudo, as palavras que deixa são de ânimo e otimismo. “Os recentes anúncios feitos nos EUA relativamente às tarifas reflectem uma escalada nas tensões comerciais. Enquanto banco, o nosso objetivo é ajudar os clientes a navegar na volatilidade e estamos empenhados em fazê-lo. No entanto, os nossos mercados mantêm-se resistentes. Os dados sobre o emprego – que são a pedra angular da qualidade dos ativos – são muito bons”, reforça. Ainda neste aspeto, Botín destaca o crescimento esperado da economia espanhola – acima da média europeia – bem como os recordes de emprego no país. A nível europeu, “é tempo de agir e de efetuar as mudanças que conduzam a um crescimento mais forte e melhor, que permita a sustentabilidade do modelo social europeu”, remata.
Esta assembleia geral anual tem também como objetivo aprovar o dividendo final relativo ao exercício do ano anterior, que vai ter um aumento de 19% no total do ano. Paralelamente, os acionistas preparam-se para renovar o mandato de Ana Botín como presidente executiva do grupo e de Héctor Grisi como CEO, bem como os restantes membros do Conselho de Administração.
Recorde-se que o Grupo Santander lucrou 12,57 mil milhões de euros em 2024, um aumento de 14% face a 2023. O banco apresentou lucros recorde pelo terceiro ano consecutivo, tendo atingido um total de 173 milhões de clientes pelo mundo, mais oito milhões do que no ano anterior.