O BBVA aumentou a sua operação de partilha de riscos ESG (sigla para ambiental, social e governação) em empréstimos a empresas para 6 mil milhões de euros, com a PGGM e a Alecta como investidores.

Em comunicado, o grupo bancário espanhol explica que o BBVA Corporate & Investment Banking (CIB) alargou uma operação inovadora de partilha de riscos ESG de 2 mil milhões de euros para 6 mil milhões de euros, no âmbito do seu compromisso com o financiamento sustentável.

Para além do seu parceiro de longa data, a gestora de investimentos neerlandesa PGGM, a operação inclui agora a Alecta, um fundo de pensões profissional sueco, como segundo investidor. “Esta expansão estratégica reflete o crescente interesse dos investidores em soluções financeiras integradas no domínio ESG e consolida a liderança do BBVA na estruturação de transações inovadoras de risco sintético, conhecidas como SRT ou Significant Risk Transfer”, refere o BBVA.

Tal como na operação original, mais de 30% da carteira alargada está associada a métricas de desempenho ESG. “Ao associar o custo do capital ao desempenho de sustentabilidade das empresas financiadas, esta estrutura reforça o papel dos mercados financeiros na promoção de práticas empresariais responsáveis”, sublinha o banco.

O mecanismo de fixação de preços ligado ao ESG ajusta o custo do capital com base no cumprimento, por parte das empresas, dos principais objetivos sociais e de sustentabilidade, tais como a redução das emissões de gases com efeito de estufa, a melhoria da eficiência hídrica e o aumento da diversidade de género em posições de liderança. Esta abordagem reflete a visão partilhada do BBVA, PGGM e Alecta de integrar critérios ESG nos principais instrumentos financeiros.

A carteira alargada de 6 mil milhões de euros é composta por empréstimos a grandes clientes empresariais nos Estados Unidos, Espanha e outros mercados europeus.