A gripe é uma doença provocada pelo vírus Influenza. Existem, sobretudo, dois grandes tipos deste vírus: A e B. Transmite-se de pessoa para pessoa mediante o contacto próximo com indivíduos infetados, através de gotículas libertadas quando se fala, tosse ou espirra. Existem temporadas ou anos em que, aparentemente, aumentam os casos de gripe ou são mais sintomáticos. Este facto pode dever-se a vários fatores: um dos mais importantes são algumas mutações que o vírus pode sofrer e torná-lo mais resistente; outro fator prende-se com a questão de a vacina da gripe não proteger contra outros vírus, que podem dar sintomas semelhantes a gripe, e que muitas vezes estão em circulação na comunidade na mesma altura, como por exemplo no caso do SARS-CoV-2 (que causa a doença COVID-19); por último, as baixas temperaturas que se têm verificado e a instabilidade no clima são também determinantes para uma maior taxa de infeções.

A epidemia da gripe, que ocorre de forma sazonal na chamada época da gripe (de outubro a abril), pode provocar diversos sintomas, tais como:

– Febre;

– Tosse;

– Nariz entupido;

– Dor de garganta e de cabeça;

– Dores corporais;

– Arrepios;

– Cansaço;

– Rouquidão;

– Dificuldade para respirar;

– Vómitos ou diarreia.

Para aliviar os sintomas da gripe podem ser tomadas várias medidas, tais como: ficar em casa em repouso, não se expor a ambientes demasiado quentes ou frios, medir a temperatura ao longo do dia, beber muitos líquidos (sobretudo água) e, se viver sozinho ou tiver limitações de mobilidade, pedir a alguém para lhe telefonar regularmente para saber como está. Se tiver febre, pode tomar paracetamol em dose adequada à idade e/ou ao peso. Deve evitar administrar ácido acetilsalicílico (Aspirina) às crianças. Se está grávida ou a amamentar, não deve tomar medicamentos sem falar com o seu médico. Não deve tomar antibióticos sem recomendação médica, pois estes não atuam nas infeções virais, não melhoram os sintomas nem aceleram a cura.

A doença pode ser particularmente grave em pessoas com o sistema imune comprometido (incluindo infeção por VIH/SIDA), diabéticos, grávidas, idosos, crianças, obesidade extrema ou doenças crónicas do foro cardíaco, hepático, pulmonar ou renal, obrigando a cuidados redobrados nestes grupos. É possível, através de algumas medidas, minimizar o risco de contrair gripe. As pessoas não devem entrar em contacto ou partilhar a mesma divisão, beijar ou abraçar quem já apresenta sintomas. Deve ser mantido o distanciamento, usar máscara, arejar espaços interiores, desinfetar zonas de utilização comum e lavar frequentemente as mãos.

Deve ser mantida a etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com um lenço ou com o braço quando se espirra ou tosse, não espirrar ou tossir para as mãos e lavar as mãos após tossir ou espirrar. É recomendada também a vacinação contra o vírus da gripe sazonal, especialmente em grupos de risco.

É muito importante apostar na prevenção e na recuperação. Entre outras medidas, ter uma dieta equilibrada, praticar exercício físico regularmente, abstenção tabágica e alcoólica, respeitar os períodos de descanso e sono e beber água todos os dias.

A vacinação, mais uma vez, desempenha um papel muito importante na prevenção da doença e diminuição da gravidade dos sintomas. Em caso de dúvida, recomenda-se a orientação por um profissional de saúde, preferencialmente o seu médico de família.

Notícia relacionada

Excesso de mortalidade de 11,8% coincidiu com epidemia de gripe e frio extremo