
A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) decidiu passar a cobrar uma licença anual de 31 euros a quem participar em corridas amadoras de estrada, trail ou montanha nas categorias de absolutos e veteranos. Uma medida aplicada nas provas de atletismo pagas e com classificação e cujo valor de inscrição seja superior a cinco euros, garantindo o acesso aos mais de 100 centros do Programa Nacional de Marcha e Corrida, treinos em grupo e acesso a instalações. Quem quiser participar esporadicamente, paga três euros.
Nenhum destes argumentos, porém, parece convencer milhares de corredores que, além de usarem as redes sociais para mostrarem a sua indignação com a nova medida, criaram uma petição pública que conta com mais de 6500 assinaturas a pedir a revogação da polémica licença.
Esta pode também ser uma forma da Federação Portuguesa de Atletismo, que avançou com a medida após a proposta das associações de Braga e Setúbal, de aumentar o número de atletas federados. A realidade de que os portugueses despertaram para a corrida é vísivel mas, apesar do aumento - 23835 em 2024 -, neste momento, o atletismo (8.º) está ainda longe dos lugares da frente, ocupados por futebol, natação - que curiosamente adoptou uma medida semelhante a todas as pessoas, sem limite de idade, que têm aulas de natação - e voleibol.