
Quando chegou a Famalicão, no início da presente temporada, proveniente do Bordéus, Mathias de Amorim era um perfeito desconhecido para a grande maioria dos adeptos dos azuis e brancos do Minho. Não só pela sua juventude, mas, e acima de tudo, porque nunca tinha jogado em Portugal – o internacional sub-20 francês (que ainda pode vir a representar as seleções portuguesas…) fez toda a sua formação no emblema gaulês, pelo qual contabilizou 9 jogos na equipa principal, em 2023/2024.
O início do seu percurso ao serviço do emblema de Vila Nova foi feito com passos seguros e incluiu mesmo dois jogos pelos sub-23, numa altura em que estava em fase de adaptação à nova realidade. Paulatinamente foi conquistando o seu espaço na elite famalicense – primeiro com Armando Evangelista e depois já com Hugo Oliveira – e já depois da titularidade diante do Lagoa, para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, somou 11 jogos como suplente utilizado – repetindo o que já tinha acontecido diante do Gil Vicente, na 5.ª jornada da Liga. As exibições estavam a ser em crescendo e, sentia-se, o seu momento iria chegar.
E chegou mesmo. A 31 de janeiro, foi lançado no onze no embate com o Boavista, tendo sido a primeira de seis titularidades consecutivas. Foi com esse estatuto que ajudou o Famalicão a viver um bom momento, uma vez que o clube conquistou 13 pontos em 18 possíveis: Boavista (2-0), Vitória de Guimarães (0-0), Gil Vicente (2-0), Moreirense (2-0) e Rio Ave (1-0) – apenas uma derrota, com o Nacional (1-2).
A jornada seguinte, em Alvalade, diante do Sporting, devolveu Mathias de Amorim ao banco de suplentes – o tridente do meio-campo minhoto foi constituído por Tom van de Looi, Mirko Topic e Gustavo Sá -, mas o luso-francês, de apenas 20 anos, não se deixou abater e o seu empenho diário valeu-lhe nova chamada ao onze na ronda seguinte, frente ao Aves SAD. E aí… brilhou. Além de uma prestação extremamente positiva no setor intermediário, teve também a astúcia de integrar uma das jogadas ofensivas da equipa e rematar certeiro para o seu primeiro golo na Liga. Momento para mais tarde recordar.
Contas feitas, o camisola 14 leva já 20 jogos (um golo e duas assistências) ao serviço do Famalicão (Liga e Taça de Portugal) e promete continuar a dar que falar em Vila Nova. Mathias de Amorim tem contrato com os minhotos até 2028 e é certeza de presente e de futuro.