"Em primeiro lugar, a Ucrânia tem um Governo legítimo e, por isso, obviamente que deve ser respeitado", respondeu Guterres aos jornalistas, em Nova Iorque, ao ser questionado sobre a proposta russa.

O Kremlin (presidência russa) disse hoje que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, perdeu o controlo das Forças Armadas e usou esse argumento para explicar uma proposta de Vladimir Putin de estabelecer temporariamente uma administração externa na Ucrânia sob os auspícios da ONU, que posteriormente convocaria eleições presidenciais.

Horas depois, quando questionado especificamente sobre essa proposta, Guterres descartou-a indiretamente, lembrando a "legitimidade" do Governo de Zelensky, que foi eleito em eleições livres. 

A União Europeia também ecoou esse sentimento hoje, enfatizando que Zelensky foi "legitimamente" e "democraticamente eleito", nas palavras da porta-voz-chefe da Comissão Europeia, Paula Pinho, durante a conferência de imprensa diária da instituição. 

Em relação às negociações indiretas mediadas pelos Estados Unidos entre a Rússia e a Ucrânia, Guterres deixou claro que "a ONU não faz parte das negociações". 

Guterres esclareceu que apenas a secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Rebeca Grynspan, manteve contactos com os Estados Unidos, supostamente limitados à questão da circulação no Mar Negro e à exportação de cereais ucranianos. 

 

MYMM // SCA

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